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Road Trip – Dia 2

04/02/2012

Continuando antes que eu perca o fio da meada completamente e esqueça sobre essa viagem.

No segundo dia da nossa viagem maluca pra chegar ao fim do mundo chamado Adelaide – porque sinceramente mesmo adelaide sendo uma cidade relativamente grande de 1 milhao de habitantes, sempre me da o sentimento de isolamento – paramos na mini cidade de Parkes.

Parkes pode ser uma mini cidade de so uns 2 ou 3 mil habitantes, mas terra de um “monumento” muito significante na historia mundial. Acho que pouquissima gente pelo mundo afora sabe disso, mas é em Parkes, na Australia, que fica a torre de transmissao usada pela NASA para “televisionar” a ida do homem a lua na decada de 60.

O porque da NASA ter escolhido essa antena de transmissao na Australia e nao uma antena nos EUA ou qualquer outro lugar nao esta bem claro nos sites de pesquisa que achei. O fato principal é que o posicionamente geografico da Australia naquele momento era mais favoravel pra receber as transmissoes vindas da lua. Outros sites dizem que ocorreu uma queda de energia em outra antena que seria utilizada nos EUA, e a antena de Parkes foi usada como emergencia na busca de um plano B. Vai entender.

Pelas fotos nao da pra perceber o quanto a antena é gigante. O mais curioso é estar no meio do nada e avistar, a quilometros de distancia, uma antena mostruosa.

Chegamos la bem cedinho e quando vimos o preco da entrada – algo como uns 30 dolares por pessoa – sabia que por mais que fosse super interessante entrar e fazer um tour, nao compensaria o dinheiro pelo tempo disponivel que nos tinhamos.

Infelizmente tinha uma mega placa do lado de fora probibindo turistas de tirar qualquer tipo de foto da area do estacionamento. Entao pra capturar essas meras fotinhas nos tivemos que ser muito rapidos e observadores pra ter certeza que ninguem iria nos ver.

Olha eu com cara de sono tomando meu “Farmers Union Iced Coffee”  (a.k.a. a bebida mais popular em South Australia).

De volta a estrada, nesse segundo dia a paisagem comecou a ficar bem mais remota… As vezes dirigiamos por 40km ou mais ate ver um unico caminhao ou veiculo qualquer. Volta e meia batia uma sensacao estranha do tipo “e se meu carro quebrasse aqui” ou “tomara que esta seja a estrada correta”. Em uma das nossas paradas pra abastecer eu vi a placa seguinte, que explica em 1 imagem toda a sensacao de isolamento e distancia infinita que eu senti durante esse dia

E, gradualmente a paisagem se tornava mais e mais desertica.. poucas arvores…vegetacao seca..e a terra mais e mais avermelhada

Depois de umas 6 horas no volante este dia paramos pra fazer um pique nique em uma mini cidade qualquer, e, o calor era tamanho que vcs nao acreditam o mau humor que eu e o Charlie estavamos.. o sol tava queimando… Acho que minha cara de cansaço e roupa suada dizem tudo:

Em um dia que comecou as 6 da manha, so chegamos ao destino final as 6 da tarde – a cidade de Mildura, no estado de Victoria.. alias, foi nossa unica parada em Victoria. O Charlie tinha organizado um jantar super legal em uma adega subterranea.

Esse restaurante, chamado Stefano’s, é nao só o melhor de Mildura, mas um dos melhores restaurantes italianos da australia toda, ganhador de varios “Hats” (classificacao de restaurantes finos). Nao existe menu. Cada noite o menu é surpresa, e sao 6 pratos no total e vc nao faz a minima ideia do que vai ser servido(a).

Com certeza uma das melhores refeicoes que ja fiz na minha vida inteira. Sø de memoria o menu foi mais ou menos assim:

-Flores de Zucchini recheadas com queijo e ervas finas. As flores de zucchini so sao colhidas 5 horas antes da comida ser servida!!

-Carne de codorna com risoto de cogumelos selvagens

-Ravioli de pato.. Divino, nunca comi uma massa tao fina e delicada

-um frango maravilhoso com vegetais

-Um mousse de baunilha e amora de 4 camadas de texturas levemente diferentes – e olha que eu nem gosto de amora, mas a combinacao de sabores era perfeita

-Uma sobremesa de morango, raspberry e pedacos de creme com cheesecake e uns graos que sabe la o que eram, mas derretiam na boca

E cada prato era servido com meia taça do vinho mais adequado pro tipo de comida.

Minha boca saliva so de lembrar daquela comida!!! Quem diria que em uma cidade tao remota existiria um restaurante tao perfeito!!!

Eu sempre me divirto com os australianos do interior. No geral sao pessoas extremamente gentis, educadas e super preocupadas em agradar. Sempre puxando conversa nos hoteis, restaurantes, qualquer lugar.

Engracado como em Mildura duas pessoas comentaram que achavam um maximo meu tom de pele hahaha – acham que sou mega bronzeada – e uma mulher veio falar comigo que eu tinha a pele da jessica alba hahaha o Charlie e eu rimos demais.

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